Desvio de finalidade
Em 1968, Botafogo 6 x 2 Romênia inaugurou o Estádio Santa Cruz. Carlucci fez dois gols de falta e na carreira marcou 93, o maior do mundo. A Romênia foi adversária do Brasil na Copa do Mundo no México. Em 1976, Botafogo 1 x 1 Fluminense, Campeonato Nacional, público 44.292. Três tricampeões mundiais da Copa de 70 estiveram neste jogo: Paulo César Caju, Carlos Alberto e Rivelino, que fez o gol do Fluminense. Botafogo 10 x 0 Portuguesa Santista, com sete gols de Sócrates. Em 1995, Corinthians 2 x 1 Palmeiras, Corinthians campeão paulista, público 44.594. Em 2001, Botafogo 0 x 3 Corinthians, primeiro jogo da final do Paulistão, 60 mil pagantes.
Orgulho e cuidados…
Não só a estrutura de concreto e jogos importantes, os botafoguenses se orgulhavam também de ter o melhor gramando. Nele desfilavam craques de seleções do Brasil e de outros países, muitos revelados no próprio Botafogo. Nele, em 1981, a Seleção Brasileira enfrentou o Chile na preparação para a Copa do Mundo de 82 e o ponta-direita da seleção orientada por Telê Santana foi Paulo César, revelação do Botafogo. Em 1993, a seleção, que seria tetra em 94, enfrentou a Polônia perante 62 mil pessoas. E do gramado o Botafogo cuidava bem, assim que os jogos terminavam à tarde ou à noite os buracos eram reparados, recolocando-se a grama para preservar o tapete.
O futebol perdeu…
Em 1976, último amistoso com o Paulista antes de estrear no Nacional e, em 1996, decisão da Série C com Vila Nova-GO, o Botafogo jogou em Palma Travassos, campo do Comercial, para preservar o gramado de Santa Cruz. Em 2023 o Botafogo peregrina por divisões inferiores (média de público: 3.880), nenhum craque pisa no gramado de Santa Cruz, que está horrível, danificado, e neste sábado (29) enfrenta o Juventude pela Série B em Palma Travassos, como na Série C 2022 com Floresta jogou em Araraquara, porque Santa Cruz é usado para shows. E tem botafoguense que se orgulha, posta vídeo do show com a legenda: “Ontem teve João Bosco e Vinícius no maior do interior”.