Em continuidade as ações de combate a fraudes e furtos de energia executadas em Ribeirão Preto, a CPFL Paulista realizou, nos dias 20 e 21 de fevereiro, uma operação noturna no município, em que foram vistoriados 31 comércios em diferentes bairros da cidade.
Entre restaurantes, bares, supermercados e adegas, a companhia identificou 15 imóveis com irregularidades em suas instalações elétricas, 48,39% do total de locais vistoriados. As equipes da distribuidora regularizaram todas as medições e realizará os cálculos sobre a quantidade de energia desviada.
Os respectivos valores serão repassados pela companhia aos responsáveis pelas fraudes. As investigações serão conduzidas pelas autoridades policiais. Inspeções como essa vem sendo intensificadas pela concessionária e contam com o apoio das autoridades policiais com o objetivo de coibir as ligações clandestinas e manipulações de medidores de energia. Somente em janeiro de 2025, a CPFL Paulista identificou 1.932 irregularidades em toda a sua área de concessão.
A companhia, inclusive, investe continuamente em tecnologias de monitoramento e detecção de fraudes e furtos, como o uso de inteligência artificial que orienta operações mais assertivas e os sistemas de medição blindada para grandes clientes.
No ano passado, foram 232.446.000 kWh de energia recuperados em toda a área de concessão. A quantidade seria suficiente para abastecer uma cidade de 96 mil casas com quatro moradores durante um ano, segundo dados da concessionária.
Entre janeiro e outubro do ano passado, a CPFL Paulista recuperou cerca de 21.700 megawatts (MWh) desviados ilegalmente na região de Ribeirão Preto. O volume de energia é equivalente ao consumo anual de, aproximadamente, 10.800 residências.
No total, foram regularizadas nesse período 7.657 instalações na região. A cidade com o maior número de casos no período foi Ribeirão Preto, com 2.430 unidades. Em segundo estava Franca, com 631 regularizações, e Barretos vinha em terceiro, com 418.
Além de sobrecarregar as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição de energia mais suscetível às interrupções no fornecimento, os indivíduos que cometem o crime também estão colocando em risco as suas vidas. Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal.
A ligação clandestina é considerada furto. As penas podem chegar a até quatro anos de prisão. A pessoa flagrada cometendo a irregularidade terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento.
As irregularidades também podem deixar a conta de luz mais cara para todos os consumidores, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece a ação como uma “perda comercial”. Parte deste valor compõe a tarifa de energia.
Por isso distribui parte dos prejuízos causados pelas “perdas comerciais” para a tarifa da distribuidora detentora da concessão da área, no momento das revisões tarifárias. A CPFL Paulista incentiva a colaboração da população para o combate às irregularidades por meio de denúncia anônima pelo app “CPFL Energia” ou o site www.cpfl.com.br/fraude.