A Câmara de Vereadores aprovou na sessão desta quinta-feira, 16 de maio, por unanimidade (25 votos a favor), o projeto de lei complementar de Rodrigo Simões (PDT) que sugere a bares, restaurantes e casas noturnas a adotarem medidas de auxílio às mulheres que se sintam em situação de risco nestes locais. Para isso, a proposta prevê que quando a cliente comunicar que está correndo algum tipo de perigo, como assédio, o proprietário do estabelecimento poderá providenciar ajuda, como, por exemplo, o acompanhamento até o carro ou outro meio de transporte, além de comunicar, caso ela deseje, a ameaça de violência à polícia. O presidente Lincoln Fernandes (PDT), que só é obrigado a votar em caso de empate, votou a favor – Orlando Pesoti (PDT) e Maurício Gasparini (PSDB) não participaram da sessão. A proposta segue agora para a sanção ou veto do prefeito Duarte Nogueira Júnior (PSDB). Caso seja sancionada, os estabelecimentos terão que capacitar os funcionários para agir de acordo com as medidas previstas na legislação. Também deverão fixar cartazes em banheiros femininos informando que o espaço está pronto para prestar auxílio. Outras cidades, como o Rio de Janeiro, já aprovaram leis semelhantes. O projeto tramitou pelas comissões e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) depois que o autor decidiu alterar o termo “obriga” por “sugere”. Levantamento da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal de Ribeirão Preto revela que a cada dois dias uma mulher sofre com a violência doméstica na cidade. Os números dizem respeito aos atendimentos feitos nos últimos setes meses e contabilizaram 144 casos de urgência a mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar. Também foram feitas, neste período,18 prisões de agressores.