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Aporofobia, Natal e Combate à Exclusão Social 

André Luiz da Silva *
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Nesta semana o governo federal publicou decreto regulamentando a Lei nº 14.489/2022 (chamada Lei Padre Júlio Lancellotti) que proíbe a Aporofobia, ou medo e à rejeição aos pobres, por meio da “arquitetura hostil”, contra pessoas em situação de rua em espaços públicos.

Confesso que não conhecia o termo Aporofobia, que se refere ao medo, aversão ou discriminação contra pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, mais especificamente, a “pessoas pobres”. Aporofobia, originada a partir das palavras gregas “áporos” (sem recursos) e “phóbos” (medo), vai além de simples preconceitos econômicos. Ela reflete uma atitude de rejeição, desdém e hostilidade em relação aos menos favorecidos financeiramente, manifestando-se em diversas formas, desde a marginalização até a violência física.

Embora muitos não percebam, a Aporofobia ocorre em situações cotidianas, como a recusa de atendimento em estabelecimentos, a criminalização da pobreza e de moradores em situação de rua, a restrição de acesso a serviços básicos e a falta de oportunidades educacionais e profissionais que perpetuam a exclusão.

Provavelmente você questionará o que fazer para evitar que isso ocorra. Então vamos relacionar algumas sugestões: Educação para a Empatia: Inserindo programas educacionais que promovam a compreensão e a empatia desde a infância pode ser fundamental para combater a aporofobia; Incentivo à Inclusão Social: Políticas públicas que promovam a inclusão social, oferecendo oportunidades educacionais e profissionais, capazes de quebrar o ciclo de exclusão; Conscientização e Combate à Estigmatização: Campanhas de conscientização e desmistificação da pobreza são essenciais para combater estereótipos prejudiciais.

Enquanto as ruas e centros de compras estão enfeitados com luzes e cores incentivando o consumismo, algumas denominações cristãs experimentam o Advento, tempo de preparação para celebrar o Natal. Interessante lembrar, que a Aporofobia era muito presente na sociedade em que Jesus viveu, no entanto, diferente da maioria,Ele escolheu e compartilhou a vida com os marginalizados. Sua mensagem de amor, compaixão e aceitação ressoa como um chamado para superar as barreiras sociais e acolher aqueles que são menos privilegiados.

Neste Natal, podemos nos inspirar na mensagem de Cristo para promover a inclusão social. Ao invés de focarmos apenas em presentes materiais, podemos doar nosso tempo e recursos para organizações que trabalham na promoção da igualdade e na assistência aos necessitados. Além disso, podemos buscar compreender as histórias de vida daqueles que enfrentam a Aporofobia e agir como agentes de mudança em nossa comunidade.

Aporofobia é um desafio complexo, mas sua superação é crucial para construirmos uma sociedade mais justa e inclusiva. Ao agirmos com empatia, promovermos políticas de inclusão e desafiarmos os estigmas sociais, podemos criar um ambiente onde cada indivíduo, independentemente de sua condição financeira, seja valorizado e respeitado. O Natal, com sua mensagem de amor e solidariedade, é a oportunidade perfeita para iniciarmos esse processo de transformação social.

* Servidor municipal, advogado, escritor e radialista 

 

 

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