Tribuna Ribeirão
Política

Ainda não há apoio na base para aprovar Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quin­ta-feira, 9, que o novo texto da reforma da Previdência que será apresentado vai “ajudar muito” a aprovar a proposta no plenário. Ele ressaltou, porém, que ainda não há hoje apoio político na base aliada suficien­te para votar a matéria na Casa. O parlamentar fluminense dis­se ainda que só poderá marcar a data da votação após o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro, quando acredita que o ambiente políti­co estará melhor.

“O que vai se propor vai ajudar muito a aprovação da re­forma da Previdência. A gente não pode perder muito da eco­nomia que precisa ser feita nos próximos anos. Mas, como dis­se, ainda não há, na articulação política, a solução para votação aqui na Câmara. A gente sente que os líderes ainda estão com muita dificuldade para conven­cer seus deputados”, declarou Maia em entrevista na Câmara nesta tarde, após participar de café da manhã com lideranças da base, o presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discu­tir a reforma.

De acordo com Maia, a reunião da manhã foi impor­tante para reunir a base aliada novamente e para avançar no diálogo com os partidos para avançar com a agenda na Câ­mara, “que tem sempre a Pre­vidência como prioridade má­xima do Brasil”. Ele afirmou não ser possível estabelecer um cronograma de votação, porque é preciso “organizar a política primeiro”. “É importante que essa relação do Executivo com o Legislativo continue avançan­do, principalmente do presi­dente com sua base, para que a gente possa construir as condi­ções para, depois, marcar uma data para votar”, declarou.

Maia reforçou que não pode dar um prazo para a votação agora. “Não tenho como dizer se a Câmara terá condições de votar até dia 15 de dezembro (como defende o relator da matéria na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia, do PPS). Minha vontade, meu trabalho, 24 horas por dia, é para que a gente vote esse ano os dois turnos. Mas não vou prometer aquilo que não posso entregar”, afirmou. “E depois, não vou pautar a reforma da Previdên­cia de qualquer forma. Acho que uma derrota do texto no plenário vai ser uma sinaliza­ção muito ruim para toda a so­ciedade”, acrescentou.

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