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Agrônoma é condenada por ofender funcionária de loja de conveniência

Mulher também teria batido seu carro contra outro onde estaria um bebê e tentou agredir os pais da criança

Agrônoma foi condenada por ofender atendente de loja de conveniência (Foto: Redes Sociais)

Por: Adalberto Luque

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou a engenheira agrônoma Ana Paula Junqueira a pagar indenização de R$ 5 mil a uma vítima de ofensas que ela teria proferido. O caso aconteceu em março de 2024, em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis no Jardim Paulista, zona Leste de Ribeirão Preto.

A agrônoma teria batido seu carro em outro onde havia um bebê, brigado com um casal, ofendido a atendente da loja de conveniência e tentado subornar os policiais militares que a prenderam. Na Central de Polícia Judiciária, um exame clínico teria confirmado que ela estaria com sinais de embriaguez.

A ação foi proferida pela juíza Mayra Callegari Gomes de Almeida, da 5ª Vara Cível de Ribeirão Preto. Em seu despacho, a juíza considerou a conduta da mulher “de baixo nível”. A condenação na Vara Cível não extingue a punibilidade na área criminal. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Ana Paula, mas o espaço segue aberto para sua manifestação.

Ana Paula Junqueira terá que pagar indenização de R$ 5 mil após condenação na Vara Cível (Foto: Redes Sociais)

Relembre o caso

Na noite de 16 de março de 2024, Ana Paula se envolveu em uma briga num posto de combustíveis. Inicialmente, a agrônoma foi dar marcha à ré em seu carro e bateu em um outro carro, onde estavam um casal e um bebê de dois meses.

Houve uma discussão entre as duas mulheres e Ana Paula atingiu novamente o carro, segundo testemunhas de forma intencional. Houve nova discussão e câmeras de segurança mostraram a agrônoma agredindo o casal.

A Polícia Militar foi chamada. Enquanto os policiais colhiam depoimentos no interior da loja de conveniência do posto, Ana Paula foi filmada bebendo cerveja e ofendendo algumas pessoas. Também ofendeu os policiais. Para uma das funcionárias ela disse ter “cascalho” e que era dona de fazendas, humilhando uma atendente da loja de conveniência.

Ao entrar na viatura para seguir até a delegacia, ela teria oferecido suborno para os PMs de R$ 50 mil até R$ 500 mil, dizendo ser dona de fazenda. Na delegacia, se recusou a fazer o bafômetro e um médico teria feito um exame clínico constatando embriaguez. Durante a elaboração do Boletim de Ocorrência, a mulher disse que sua filha, de nove anos, estava sozinha em casa.

A PM foi até o local com o pai da criança e resgataram a menina. Ana Paula foi autuada por seis crimes: embriaguez ao volante, dano, lesão corporal, desacato, corrupção ativa e abandono de incapaz. Foi presa em flagrante.

A defesa de Ana Paula entrou com pedido de habeas corpus. O advogado justificou que ela faz tratamento psiquiátrico há 15 anos, que não estaria alcoolizada e nem teria deixado a filha sozinha, pois voltaria para casa após as compras. Também justifica que a mulher do outro carro teria tirado a chave de seu veículo.

Os pedidos de revogação da prisão preventiva e de prisão domiciliar, foram indeferidos pela Justiça em Ribeirão Preto. Novo recurso foi feito junto ao TJSP, que negou liminar. Após o pagamento da fiança de R$ 10 mil, Ana Paula seria solta para aguardar as investigações e responder ao processo em liberdade.

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