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Acusado de matar homem com golpes de capacete vai a júri popular

Acusado tornou-se réu no brutal espancamento que resultou na morte de entregador que namorava sua ex

Daniel tem duas condenações por tentativa de homicídio e já agrediu um investigador de polícia com capacete ao ser reprovado em exame de CNH (Foto: Redes Sociais)

Por: Adalberto Luque

Daniel Valeriano de Brito, de 40 anos, vai a júri popular pela morte do entregador Francisco Machado Fortuna, de 43 anos. Foi o que determinou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A decisão foi tomada após a audiência de instrução, realizada nesta terça-feira (18).

Brito deve responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A data do julgamento ainda não foi definida. A defesa do réu divulgou comunicado dizendo que não deve recorrer da decisão de submeter o réu ao Tribunal do Júri.

O crime

Francisco Machado Fortuna, que namorava uma ex-companheira de Brito, chegava de moto em sua casa, na Rua Raphael de Lucca, Avelino Alves Palma, zona Norte de Ribeirão Preto. Era noite de 31 de outubro.

Fortuna foi surpreendido por Brito, que usou novamente seu capacete como arma (Foto: Reprodução/Câmera de Segurança)

Brito estava à espreita e se aproximou, assim que Fortuna parou a moto. Passou a agredir sistematicamente o homem, que caiu. Além de chutes e socos, usava seu capacete de motociclista para bater na vítima. A brutal agressão durou cerca de três minutos e foi registrada por uma câmera de segurança.

Depois Brito fugiu do local. Fortuna foi levado para o Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE). Teve afundamento craniano, perdeu todos os dentes da boca e chegou em estado crítico. Ficou internado por 21 dias até morrer em decorrência da agressão.

Histórico de violência

Brito tem histórico de violência. A ex-mulher já foi agredida por ele e conseguiu medida protetiva de urgência, que impedia o homem de se aproximar dela.

Francisco morreu depois de ficar internado por 21 dias (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Em 2007, o suspeito teria sido reprovado no exame para CNH de moto. Na época com 22 anos, Brito teria agredido o examinador, um investigador de Polícia, com seu capacete.

A ocorrência foi registrada no 4º Distrito Policial e Haroldo Chaud, então delegado do caso, disse que ele foi preso e liberado em seguida e já tinha passagem por tentativa de homicídio em 2004. O investigador agredido por Brito recebeu atendimento médico e se recuperou.

O réu também foi condenado por outra tentativa de homicídio, em 2010. Havia cumprido pena e foi solto meses antes da morte de Fortuna.

Fuga

Depois do crime, o réu não foi mais visto. A Polícia Civil fez buscas em vários endereços ligados a Brito, sem sucesso. As investigações prosseguiram e descobriram que ele estaria escondido na cidade de Petrolina (PE).

A Polícia Civil de Ribeirão Preto conseguiu um mandado de prisão, que foi cumprido por policiais pernambucanos. Brito foi localizado em 3 de janeiro e encaminhado para o presídio Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina.

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