Tribuna Ribeirão
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Acordo garante pré-sal a Estados

Pressionados pelos governa­dores eleitos, que vão receber os Estados com o caixa vazio e um volume crescente de despesas, o Congresso e a equipe econômi­ca do futuro governo fecharam nesta quarta-feira, 21, um acor­do para garantir uma injeção de recursos para as unidades da Fe­deração. Ele prevê que os gover­nadores receberão uma parcela do Fundo Social do pré-sal. O valor está em discussão.

Com isso, saiu vencedora a posição defendida pelo atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ele sugeria a transfe­rência desses recursos, em vez de entregar aos governadores uma parcela do resultado do lei­lão da cessão onerosa, como ha­via sinalizado o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Guardia afirmou que a União não poderia abrir mão dos recursos da cessão onerosa, estimados entre R$ 100 bilhões e R$ 130 bilhões. O governo já conta com esse dinheiro para ta­par parte do “rombo” nas contas federais em 2019.

No entanto, na noite de ter­ça-feira, as duas opções estavam sobre a mesa: transferir 20% de recursos da cessão onerosa, algo como R$ 20 bilhões, ou um montante provavelmente maior em recursos do Fundo Social. Sendo que, na segunda opção, os recursos seriam transferidos de forma gradual. As duas op­ções dependem da aprovação de projetos de lei que estão em tramitação no Congresso.

Na quarta, Guedes admitiu pela primeira vez que apoia a ideia de partilhar com os gover­nos regionais os recursos do me­galeilão de pré-sal. O futuro mi­nistro indicou que eles poderão ter um alívio maior se houver aceleração nas reformas. “Quan­to mais rápida for a aprovação das reformas, maior a divisão dos recursos”, disse.

Pelo acordo fechado na quarta, o presidente da Câma­ra, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se comprometeu a pautar, na próxima terça-feira, um projeto de lei que altera o Fundo Social e abre caminho para transferir recursos para Estados e muni­cípios.

No mesmo dia, o presiden­te do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) colocaria em vota­ção o projeto da cessão onerosa, que está em tramitação na casa. A ideia é aprová-lo sem modifi­cações, para que a matéria não tenha de voltar à Câmara, atra­sando todo o processo que ante­cede o leilão da cessão onerosa.

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