A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que representa as donas das redes de centros de compras, como BRMalls, Iguatemi, Multiplan, entre outras, esclarece que a cobrança de aluguel dos lojistas será adiada, e não isenta como anunciou a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).
O presidente da Abrasce, Glauco Humai, diz que a recomendação para as redes de shoppings é que o aluguel seja postergado nesse período de crise provocada pela pandemia global do coronavírus. Praticamente todos os shopping centers do País foram fechados por decretos públicos, zerando as vendas desses estabelecimentos.
Em Ribeirão Preto, a medida afeta quatro empreendimentos. Dois são do Grupo Multiplan – RibeirãoShopping, avenida Coronel Fernando Ferreira Leite nº 1.540, no Jardim Califórnia, na Zona Sul, e o Shopping Santa Úrsula, na rua São José nº 933 –, além do Shopping Center Iguatemi, na avenida Luiz Eduardo Toledo Prado nº 900, Vila do Golfe, na Zona Sul, e o Novo Shopping Center, na avenida Presidente Kennedy nº 1.500, Nova Ribeirânia, na Zona Leste. Apenas os serviços essenciais foram mantidos nos centros de compra e o trabalho interno.
“Neste momento difícil, nós acreditamos que a melhor prática no setor é não cobrar o aluguel agora e discutir posteriormente. É o momento de entender que o lojista está pressionado, está de cabeça cheia”, contou Humai. “Mas não se trata de isentar o aluguel. Ele continua sendo devido”, frisa.
O presidente da Abrasce ponderou que os contratos entre shoppings e lojistas são individuais, de modo que não cabe a nenhuma associação determinar uma posição comum a ser seguida de modo compulsório. “O que nós recomendamos foi a adoção de boas práticas. Cada shopping é livre para fazer o que quiser”, acrescenta.
O representante das redes de shoppings diz ainda que há um esforço para redução da taxa de condomínio em pelo menos 30%, mas lembrou que não é possível suspender essa cobrança porque há custos fixos com energia, segurança, manutenção e IPTU, por exemplo. “Estamos renegociando contratos para cortar esses custos”.