Estamos, novamente, vivendo uma situação difícil em nossa cidade em relação à pandemia de covid-19. A transmissão em crescimento aumenta o número de casos e exige cada vez mais recursos médicos, medicamentos e estrutura hospitalar. Trabalhamos no limite da quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento da doença. Temos atuado diuturnamente para atender a todos, periodicamente, no entanto, a situação fica extremamente difícil. Desde o início dos casos, no ano passado, não tivemos calmaria, mas passamos por situações melhores do que a vivida hoje.
Não vamos, em nenhum momento, esmorecer e nos entregar. Temos a certeza que é possível vencer mais esta fase e encontrar tempos melhores no futuro. Precisamos, claro, da ajuda de todas as pessoas. Novamente é preciso pedir para que todos mantenham seus hábitos de combate à transmissão da doença, como o uso de máscaras, a higienização correta e constante das mãos, o distanciamento entre as pessoas e, logo, a não aglomeração. Sei quanto é difícil pedir para as pessoas se distanciarem uma das outras, porém não há alternativa melhor.
Sei o quanto é difícil suportar a distância de parentes e amigos. Os relacionamentos precisam de convivência, de proximidade. O momento, entretanto, requer que suportemos a distância, que evitemos as aglomerações. Precisamos de mais um pouco de colaboração, da paciência de todos, para o bem de toda a coletividade. A vacina é a nossa salvação contra a doença. Mas como ainda não temos como vacinar a todos, resta-nos praticar a prevenção que iniciamos lá no ano passado e que deve ser mantida, apesar do cansaço que muitos sentem neste momento.
De nossa parte, vamos continuar a trabalhar para manter a estrutura de atendimento para todas as pessoas. Vamos buscar os insumos necessários, manter as equipes de atendimento e ampliar os leitos dentro das nossas possibilidades. É claro que as limitações – de várias ordens – sempre existem. E pode chegar um momento em que a situação se torne insustentável. Por isso a importância da prevenção para reduzirmos a transmissão da doença.
Porque também precisamos manter a economia funcionando, mesmo com as necessárias restrições e cuidados que o momento exige. As pessoas precisam trabalhar, ganhar o seu sustento e também consumir, o que exige a disponibilidade de produtos no mercado. Um ciclo que precisa ser mantido dentro de regras que permitam a segurança de todos.
Seguiremos na busca por mais vacinas, para ampliar a imunização. Quanto mais pessoas vacinadas, menor será a taxa de transmissão e menos pessoas serão atingidas pela doença, permitindo que profissionais da saúde e locais de atendimento médico possam trabalhar com uma certa tranquilidade, para atender com segurança a todos que necessitam de cuidados médicos.
Ao mesmo tempo buscamos atender as necessidades básicas dos que mais precisam. Enviei um projeto de lei para a Câmara Municipal que permitirá o pagamento de um auxílio de R$ 600,00, em três parcelas de R$ 200,00, para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Os recursos para o programa “Acolhe Ribeirão” – R$ 12 milhões – virão da economia da Prefeitura e da Câmara Municipal e permitirão atender até 12 mil famílias para ajudar neste momento de dificuldades. Aguardamos agora a análise dos vereadores. Aprovado o projeto, detalharemos as formas de participação das famílias.
Seguiremos com ações em todas as frentes, para combater a pandemia, assim como buscaremos sempre a redução de casos e a volta à normalidade, de forma global e acolhedora.