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RP registra sexta morte por dengue 

Em 2025, até esta quarta-feira, são 10.037 casos de dengue confirmados e seis mortes causadas pelo mosquito Aedes aegypti em Ribeirão Preto (  Raul Santana/Fiocruz Divulgação )

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou, nesta quarta-feira, 2 de abril, mais uma morte por dengue em Ribeirão Preto. Já são seis em 2025, quatro em janeiro, outra em fevereiro e uma em março, a mais recente de um menino com idade entre 5 e 9 anos. As demais vítimas são três idosos acima de 60 anos duas senhoras e um senhor e duas mulheres adultas na faixa de 20 a 39 anos O número de casos confirmados passou de dez mil. 
 
Os dados atualizados ontem estão no Painel de Arboviroses da pasta. Ainda há dois óbitos em investigação, de uma mulher adulta de 40 a 59 anos e um idoso acima de 60, ambos de março. Ribeirão Preto registrou 26 mortes em decorrência de dengue no ano passado – 14 mulheres e doze homens. 
 
Não há mais nenhum óbito em investigação referente a 2024. Os dados são atualizados semanalmente, com possibilidade de alterações pontuais. No primeiro trimestre do ano passado, a cidade registrou dez óbitos, sete homens e três mulheres com idades entre 10 e mais de 60 anos. Em 2024, a cidade superou em 189% o número de mortes do período anterior. 
 
São 17 a mais que os nove óbitos de 2023. Foram duas em janeiro, seis em fevereiro, duas em março, duas em abril, seis em maio, quatro em junho, uma em agosto e três em dezembro, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Desde 2013 já são 75 óbitos por dengue no município. 
 
São seis de 2013 e cinco de 2015. Em 2014 não houve mortes na cidade. Em 2022, a cidade teve um óbito. A alta no em 2023 chegou a 800%, oito a mais. Em 2021, não houve casos fatais. Em 2020, ocorreram onze mortes, mas um caso era importado de São Simão, na região metropolitana. No total oficial, Ribeirão Preto fechou 2020 com dez ocorrências fatais, sete a mais do que os três falecimentos de 2019, alta de 233,3%.  
 
O número de 26 mortos pelo mosquito Aedes aegypti – vetor da doença, do zika vírus e das febres amarela e chikungunya – do ano passado já é o maior em pelo menos oito anos (desde 2016), superando os dez de 2020 em 160%. São 16 a mais. Antes de 2019, a cidade não registrava óbito em decorrência da infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus. 
 
No ano passado, Ribeirão Preto registrou a maior epidemia de dengue da história considerando o número de casos registrados. A cidade fechou 2024 com 44.634 vítimas (dados revisados) do mosquito Aedes aegypti transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika , maior volume da história da cidade. 
 
Supera em 27,37% o recorde de 35.043 registrado em 2016. São 9.591 a mais, além de 65.487 ainda sob investigação. Também já soma 32.332 a mais que as 12.302 de 2023, aumento de 262,82%. A prefeitura de Ribeirão Preto já intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti 
 
Em 2025, até esta quarta-feira, já são 10.037 casos confirmados além de 21.052 sob investigação , contra 18.352 de 1º de janeiro a 31 de março do ano passado, 8.315 a menos e queda de 45,31%. Em uma semana, mais 1.637 pacientes procuraram atendimento na cidade, contra 1.668, 1.452, 940 e 978 dos intervalos anteriores.  
 
Duas pessoas morreram em março do ano passado, quando a cidade registrou 9.091 ocorrências sem vítimas fatais, contra 1.751 do terceiro mês de 2025. São 7.340 a menos, queda de 80,74%. Também caiu 63,45% em relação aos 4.791 casos de fevereiro, 3.040 a menos. Não há casos em abril. Em janeiro, 3.495 pessoas pegaram dengue e duas morreram em Ribeirão Preto.  
 
No ano passado, 16.392 tinham entre 20 e 39, outras 11.022 estavam na faixa dos 40 a 59 anos, 7.032 são do grupo entre 10 e 19 anos, 5.523 eram idosos acima de 60 anos, 3.048 crianças de 5 a 9 anos, 1.337 entre 1 e 4 anos e 280 eram bebês com menos de 1 ano de idade.  
 
Em 2025, dos 10.037 casos de dengue confirmados em Ribeirão Preto, 3.738 têm entre 20 e 39 aos, 2.725 pacientes têm entre 40 e 59 anos, 1.415 têm mais de 60 anos, 1.282 são do grupo de 10 a 19 anos, 533 são crianças de 5 a 9 anos, 276 têm entre 1 e 4 anos e 68 vítimas tem menos de 1 anos. 
 
Em 2024, a cidade registrou 13.276 casos na Zona Leste, além de 10.724 na Oeste, 8.677 na Norte, 6.613 na Sul e 5.344 na Central. Neste ano, são 3.019 na Zona Leste, 2.279 na Oeste, 2.204 na Sul, 1.321 na Central e 1.169 na Norte, além de 45 sem identificação.  
 
Ribeirão Preto fechou 2023 com 12.302 casos de, 4.820 a mais que os 7.482 do período anterior, crescimento de 64,42%. Em pouco mais de 16 anos, a cidade já registrou 215.536 casos de dengue. Foram contabilizadas 316 ocorrências de febre chikungunya em 2024, treze importadas. Uma pessoa morreu. No ano anterior, foram 121, sendo 107 autóctones. São 95 em 2025, três importados.  
 
Durante os mutirões da prefeitura de Ribeirão Preto, realizados desde o início de janeiro, foram visitados 82.175 imóveis na cidade e encontrados 7.669 focos do mosquito Aedes aegypti. Equipes da Vigilância já recolheram 18.590 quilos de materiais inservíveis. 
 

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