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Polícia realiza operação contra grupo envolvido em sequestro na região

Vítima de 85 anos ficou em poder dos sequestradores por mais de sete horas e teve mais de meio milhão de reais roubados por transações via PIX

Grupo ostentava vida luxuosa nas redes sociais (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Por: Adalberto Luque

A Polícia Civil de Bebedouro realizou, na manhã desta sexta-feira (28), uma grande operação nas cidades de Ribeirão Preto e Jardinópolis. A ação teve apoio de policiais civis do Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (GOE/DEIC) de Ribeirão Preto e da Delegacia de Jardinópolis.

O objetivo foi cumprir mandados de busca e apreensão contra três pessoas e uma empresa, que podem ter ligação com um sequestro-relâmpago que ocorreu em 19 de abril de 2024 na cidade de Taiúva, região de Bebedouro, distante 80 km de Ribeirão Preto.

Na ocasião, a vítima, um idoso de 85 anos, ficou em poder dos sequestradores no meio de um canavial por mais de sete horas. Usando os aplicativos do celular da vítima, os sequestradores fizeram várias transferências via PIX, transferindo R$ 525 mil para as contas de pessoas ligadas ao grupo.

Operação cumpriu três mandados de busca em Ribeirão Preto e um em Jardinópolis (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

“Nós já fizemos uma primeira fase dessa operação, identificamos os correntistas. São pessoas físicas e jurídicas investigadas e, de acordo com o que foi coletado na primeira fase com buscas e oitivas, nós deflagramos hoje [28] a segunda fase dessa operação, que visava cumprir três mandados de busca e apreensão em Ribeirão Preto, contra duas pessoas e uma empresa, e também mandado de busca em Jardinópolis, contra um indivíduo suspeito de integrar essa organização criminosa”, revelou o delegado João Vitor Silvério, responsável pelas investigações em Bebedouro.

Os policiais civis apreenderam diversos celulares, notebooks, pen drives e computadores. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras em nome dos suspeitos e o sequestro de bens, inclusive criptoativos.

Criptoativos e bens em nome dos suspeitos foram bloqueados pela Justiça; chefe do grupo pode ter fugido do Brasil (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil divulgou vídeos dos envolvidos ostentando uma vida de luxo, onde mostravam carros caros, uísques, carnes nobres e telas mostrando suas aplicações financeiras, todas com trilha sonora destacando o sucesso dos envolvidos.

Segundo Silvério, o núcleo da operação realizada em Ribeirão Preto e Jardinópolis era responsável por lavar dinheiro para a organização criminosa. O chefe do grupo não foi encontrado e já é considerado foragido. O delegado adiantou que há indícios que ele esteja fora do Brasil e seu nome será incluída em uma lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), como procurado pelo Brasil.

Dois dos alvos foram localizados e foram informados de medidas cautelares. Eles serão proibidos de deixar a cidade onde residem e terão que comparecer mensalmente no Fórum, para comprovar seus endereços, durante o prazo em que durar a investigação.

Os objetos apreendidos devem passar por perícia. As investigações continuam.

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