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Polícia realiza operação contra grupo que praticava fraudes pela internet

Investigações apontaram sofisticado esquema para dificultar investigação nos golpes de falso site de e-commerce e falso perfil de WhatsApp

Segundo o delegado Gustavo Alves, foram cumpridos 15 mandados de prisão e nove de busca e apreensão contra quadrilha que aplicava golpes pela internet (Foto: Polícia Civil;Divulgação)

Por: Adalberto Luque

A Polícia Civil realiza, na manhã desta segunda-feira (18), a Operação Engodo. O objetivo é desmantelar uma quadrilha especializada em fraudes pela internet, que mantém uma grande rede de operação ativa em Ribeirão Preto e região.

Segundo o delegado Gustavo André Alves, do Setor de Inteligência da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto, o objetivo é cumprir 15 mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão. Para tanto, uma força tarefa com policiais civis da Seccional, da Central de Polícia Judiciária Integrada (CPJI), das delegacias de Serrana, Cajuru, Cravinhos, Luís Antônio, Brodowski, Altinópolis, Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Delegacia de Defesa do Idoso (DDI), Delegacia da Infância e Juventude (DIJU) e Grupo de Operações Especiais (GOE) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) foi organizada.

De acordo com Alves, uma das modalidades de golpe praticados pela quadrilha envolvia a criação de um falso site de uma grande empresa de e-commerce que atua no mercado nacional. “Os pagamentos seriam direcionados para contas de pessoas físicas ou, na maioria das vezes, jurídicas inexistentes de fato e que fazem uso de nome fantasia que, de alguma forma, remete à empresa de e-commerce, criando assim uma cortina de fumaça para as vítimas efetivarem o pagamento decorrente do estelionato eletrônico (falsos sites) as quais, ao verem o nome fantasia, acreditam se tratar de instituição vinculada àquela grande empresa de e-commerce.

Em outra frente, o grupo agia através do aplicativo de mensagens WhatsApp, criando falsos perfis de pessoas e, com esses perfis, mandavam mensagens para familiares, amigos ou parentes dizendo ter mudado de número e pedindo ajuda para pagar uma conta ou realizar um PIX, sempre alegando que não estavam conseguindo efetuar o processo por seus próprios bancos.

O delegado explicou ainda que, para dificultar o trabalho de investigação, a quadrilha pulverizava os valores através de inúmeras contas de terceiros, os laranjas, também chamados de conteiros, que emprestam ou cedem suas contas para a movimentação dos valores obtidos com os golpes, em troca de pequenas comissões.

Após as investigações, o Setor de Inteligência identificou 26 pessoas físicas e 15 pessoas jurídicas. Também identificaram cerca de 50 vítimas da quadrilha, apenas no Estado de São Paulo, que juntas, tiveram prejuízo em torno de R$ 1 milhão.

Mais de 100 contas bancárias foram examinadas. Juntas, essas contas foram responsáveis por um grande número de transações financeiras. Além de sete prisões, foram apreendidos vários celulares, chips, computador, noteiro e R$ 40.900 em cédulas diversas. O número de presos pode aumentar, à medida em que as ações forem sendo concluídas. As investigações prosseguem.

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