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Threads passa de 100 mi de usuários

ALFREDO RISK

O aplicativo Threads, pro­duzido pela Meta para rivalizar com o Twitter, já ultrapassou 100 milhões de usuários cadas­trados, segundo o Search Engi­ne Journal. O levantamento uti­lizou como base uma contagem dos símbolos que aparecem nos perfis do Instagram, quando pessoas associam as contas em ambas as redes sociais.

A marca foi atingida em cerca de cinco dias após o lan­çamento do aplicativo. A título de comparação, o ChatGPT levou pelo menos dois meses para alcançar 100 milhões de seguidores e o TikTok levou nove meses. Os papéis da Meta tinham alta de 0,62% em Nova York, às 15h38 (de Brasília). O movimento ocorre na contra­mão de pares do setor de tec­nologia, que operam sob forte pressão de baixa.

Lançado na semana passada nos Estados Unidos e Brasil, o aplicativo Threads não vai im­pulsionar conteúdos sobre polí­tica nem publicações noticiosas em sua plataforma. A decisão representa uma nova estratégia diante do nascimento de diver­sas redes sociais, como o Face­book e o próprio Twitter.

“Do ponto de vista de uma plataforma, qualquer engaja­mento incremental que esses materiais possam trazer não vale o escrutínio, negatividade ou riscos de integridade que vêm junto com esses conteú­dos”, declarou em conversa no app o executivo Adam Mosseri, CEO do Instagram (plataforma fornecedora da infraestrutura e tecnologia para o Threads).

Ele é responsável pelo lan­çamento do novo app. “Nós não vamos encorajar essas verticais”. Mosseri afirma que conteúdos de outras comunidades, como esportes, beleza e moda, já são o suficiente para “fazer uma plataforma vibrante, sem que seja preciso entrar em política ou notícias”, escreveu. Como exemplo, ele cita o próprio Ins­tagram, onde esses materiais aparecem, mas não são encora­jados pelo algoritmo.

“A meta não é substituir o Twitter. A meta é criar uma praça pública para comunida­des no Instagram que nunca abraçaram o Twitter e para as comunidades no Twitter (e outras plataformas) que estão interessadas em um lugar me­nos raivoso para as conversa­ções, mas não todas do Twit­ter”, escreveu o CEO no app recém-lançado.

A estratégia acompanha o que a Meta (companhia-mãe do Facebook, Instagram, What­sApp e, agora, do Threads) vem aplicando a todas suas redes so­ciais, que vêm se distanciando de conteúdos sobre política nos últimos anos e promovendo materiais “positivos”.

O sucesso do Threads foi comemorado por Mark Zu­ckerberg, CEO da Meta. “Isso está muito além das nossas ex­pectativas”, escreveu Zucker­berg em publicação em conta no Threads. Lançado em 2006, o Twitter possuía 237,8 mi­lhões de usuários ativos por mês (MAUs, na sigla em inglês) em julho de 2022, pouco antes da conclusão da aquisição por Elon Musk, em outubro, por US$ 44 bilhões.

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