A Câmara de Vereadores instalou a Comissão Parlamentar de Inquérito do Córrego (CPI do Córrego) para apurar se houve crime ambiental no ribeirão Preto, que corta a cidade. Em 27 de julho, a água do ribeirão Preto, na avenida Eduardo Andrea Matarazzo (Via Norte), foi tomada por uma coloração vermelha – voltou ao normal no dia seguinte, terça-feira (28).
A CPI foi instalada na última sexta-feira, 7 de agosto. A iniciativa partiu do vereador Maurício Gasparini (PSDB). “A ocorrência, tomou tamanha repercussão na imprensa regional que exige uma ação investigativa destes atos criminosos que acontecem com frequência em nossa cidade, e que por muitas vezes ficam sem resposta à população”, afirma o tucano.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) já fez a coleta de água do córrego, mas não identificou as causas da alteração de coloração. Por meio de nota, a companhia informou que técnicos da agência de Ribeirão Preto realizaram coletas de água no local, mas não foi possível identificar o que deixou a água avermelhada.
Além disso, foi constatado que a substância causadora da coloração avermelhada não provocou a morte de peixes e, até o momento, não representa danos ambientais significativos. Além do presidente Gasparini, compõem a CPI Luiz Antonio França (PSB), João Batista (PP) Lincoln Fernandes (PDT) e Marcos Papa (Cidadania).
Além da presidência, eles definiram que a vice-presidência será de João Batista e a relatoria, responsabilidade de Marcos Papa. Foi deliberado ainda que serão convidados para a primeira fase de depoimentos a secretária municipal de Meio Ambiente, Sonia Valle Walter Borges de Oliveira, e o diretor regional da Cetesb, Otávio Okano. A data para a próxima reunião ainda será decidida.
Além da Cetesb e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Gasparini também quer ouvir especialistas do Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) e do Ministério Público Estadual (MPE) para formar uma frente de combate a crimes ambientais.