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1º de Maio: enfrentando a pandemia e o vírus da exploração

Neste Primeiro de Maio, Dia Internacional do Trabalha­dor, vivemos tempos de grande complexidade e de incerteza provocadas pela pandemia da covid-19. Tempos que exigem medidas de prevenção, de alargamento da capacidade de res­posta do nosso Serviço Único de Saúde (SUS) e de proteção no sentido de reduzir e minimizar os seus impactos na saúde e na vida dos brasileiros.

Mas, neste Primeiro de Maio, não é menos verdade que além deste novo vírus, enfrentamos um outro, também de dimensões e consequências imprevisíveis, o vírus do ataque aos direitos dos trabalhadores e do aumento da exploração.

Os trabalhadores enfrentam o risco de contaminação e, quando atingidos, enfrentam os efeitos mortais da doença. Já não bastasse os efeitos devastadores da doença, os trabalha­dores também são obrigados a enfrentar também uma vida difícil, com salários defasados e congelados, com ataques constantes a direitos duramente conquistados.

A pretexto do combate ao surto epidêmico e a reboque das sucessivas leis, medidas provisórias e decretos, os trabalhado­res enfrentam a imposição de férias forçadas, cortes incons­titucionais nos salários, desregulamentação dos horários de trabalho, bancos de horas irregulares, violação das mais elementares normas de segurança e higiene no trabalho, pres­sões, chantagem, imposição do medo.

As medidas e alterações na legislação vigente, sempre apresentadas como inovadoras e modernas, nada mais são do que instrumentos de precarização do trabalho, exploração dos trabalhadores e de ataque aos direitos.

Não haverá recuperação da economia nacional sem a recuperação dos salários dos trabalhadores brasileiros.

Para enfrentar a pandemia, para ter acesso a condi­ções dignas de saúde, de vida e de trabalho, o trabalhador brasileiro precisa de valorização, respeito profissional, melhores empregos, salários dignos, educação de qualida­de e formação profissional adequada às necessidades do mundo moderno.

Neste Dia Internacional do Trabalhador, vamos dizer bem alto que não abriremos mão de cobrar com firmeza, de quem quer que seja, que cumpra o seu dever de respeitar os direitos históricos e constitucionais dos trabalhadores. Com unidade e luta, com disposição e garra, estamos na luta enfrentando a pandemia e o vírus da exploração.

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