Tribuna Ribeirão
Saúde

Polo Covid-19 atende 59 pessoas por dia

ALFREDO RISK/ARQUIVO

O Polo Novo Coronavírus (Covid-19) atendeu, desde sua inauguração no dia 1º deste mês, na Unidade de Pronto Atendimento Doutor Luis Atílio Losi Viana, a UPA da Treze de Maio, no Jardim Paulista, Zona Leste de Ribeirão Preto, até esta segunda-feira, 13 de abril, 771 pessoas com Srag. Quatro tendas foram montadas para atendimento dos casos suspeitos de coronavírus, causador da covid-19.

Dos 771 pacientes, 671 apresentaram quadro leve (87%), o estado de saúde de outros 69 era moderado (8,95%) e a situação era grave para 31 pessoas (4,05%). O polo presta atendimento médico e pediátrico 24 horas, exclusivo para pacientes com queixas respiratórias e febre – principais sintomas da covid-19 – para evitar exposição a outras pessoas. A média diária é de 59 pessoas.

A UPA da Treze de Maio é uma das 50 unidades do país e 25 do estado de São Paulo a serem qualificadas pelo método Lean, pelo Ministério da Saúde, para o atendimento de pacientes com a doença. A metodologia Lean busca tornar o atendimento mais ágil e quali­ficado nos serviços de emergência, melhorando o fluxo do cuidado com o paciente, além de organizar a rede de assistência para suporte aos hospitais próximos.

Ribeirão Preto já tem 52 casos confirmados se síndrome respiratória aguda grave (Srag), segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde, mais 49 de Sars-Cov-2 (coronavírus) – 27 de março e 22 deste mês – e três de influenza que resultaram em mor­tes, um pelo vírus H3N2, outro pelo Flu B e um terceiro não identifi­cado (“Srag A não subtipado”).

No total, Ribeirão Preto já registrou sete mortes por síndrome res­piratória aguda grave neste ano. Os outros quatro óbitos ocorreram porque as vítimas foram infectadas pelo novo coronavírus, causador da covid-19. O número de pacientes com Srag cresceu desde o início do ano. Em janeiro eram oito casos, em fevereiro subiu para doze e em março o número saltou para 145.

Em apenas 13 dias, o mês de abril já revela 109 pacientes com a síndrome respiratória, mas que ainda aguardam o resultado para o coronavírus – mais de oito por dia. Em 2020, a Secretaria da Saúde recebeu 274 notificações de Srag. No ano passado inteiro foram 273, contra 346 de 2018.

Ribeirão Preto fechou 2019 com 13 mortes por Srag. Foram sete óbi­tos por H1N1, quatro por H3N2 e dois não subtipados. Em 2018, durante quatro meses seguidos, a secretaria contabilizou 23 mortes por causa de alguma cepa da influenza – a maioria por H1N1 e H3N2.

Em 2017 foram constatadas cinco mortes na cidade, mas em 2016, outros 13 moradores faleceram, além de um falecimento em 2015. Em pouco mais de cinco anos, Ribeirão Preto acumula 55 óbitos por Srag. Até quarta-feira, foram registrados 34.905 hospitalizações por síndrome respiratória no país. Desse total, 3.416 foram de casos confirmados para covid-19.

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